[forum-prof] Cirquinho da... Reunião da Mesa Se torial dos docentes
LuizEduardo2
luizeduardo2 at infolink.com.br
Mon Sep 17 16:49:23 BRT 2007
Oh, Lilia...
se esse Secretário for persuadido que devemos ter um aumento de 37%...
você acha que ele tem como defender isso... junto ao Ministro do MEC ?
Nem vou perguntar se tem como defender junto a quem realmente vai decidir...
que é a Fazenda e o Lula.
Isso tudo é apenas encenação, ritual e diversionismo burocrático.
Não tem nada de negociação... fala séééééério.
Por acaso teve negociação pra dar aumento para os diplomatas ?
Salário de professor é uma vergonha.
Então fica entrando via concurso quem concorda com esse salário.
E agora uma boa parte dos professores merece é esse salário mesmo.
Aliás... esse negócio de professor sem
experiencia, recem saído do doutorado... obtido
recem saído da graduação... entrar como
Adjunto... e a universidade entender que a única
porta de entrada é para Adjunto... falemos sério ... também.
A porta de entrada é como Assistente.
A Universidade tem tres pernas: Ensino, Extensão e Pesquisa.
O fato de ter doutorado em pesquisa... não autoriza a entrar como Adjunto.
Deveria também ter alguma titulação equivalente no Ensino e na Extensão.
Melhor a gente conversar sobre bandejão.
O bandejão vai custar R$ 13 milhões.
Só de juros... cada prato já vai sair custando R$ 3,50.
Agora calcule quanto vai custar fabricar essa comida... e bota o preço em cima.
Obvio que funcionário não vai poder comer por R$ 2,00.
A universidade não pode dar tíquete-refeição de
R$ 6,00... e depois vender comida pra ele, subsidiada, por R$ 2,00.
Nem para professor.
Não é preciso ter muita imaginação para prever o que vai acontecer.
Se eu tivesse uma tesoura e uma escada...
eu não sairia cortando faixas...
mas idéias de jerico.
L.E.
=======================================
At 14:45 17/9/2007, you wrote:
>www.proifes.org.br
>
>Reunião da Mesa Setorial dos docentes das IFES: campanha salarial/2007.
>No dia 13 de setembro, às 10h, aconteceu nova reunião da Mesa Setorial
>que trata das reivindicações da campanha salarial / 2007 dos professores
>das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Presentes: Bancada
>do Governo: MPOG Duvanier Paiva Ferreira (Secretário de Recursos
>Humanos), Idel Profeta e Elisabeth Muniz; MEC Maria do Socorro Gomes,
>Marcos (assessor técnico). Bancada Sindical: PROIFES Gil Vicente
>Reis de Figueiredo, Eduardo Rolim de Oliveira e Lúcia Regina dos
>Santos Reis, da direção nacional da CUT, a convite do PROIFES;
>ANDES - Paulo Rizzo, Almir Meneses e Agostinho;
>SINASEFE Giorlando e Jair Maciel. Observadores: Ana Lúcia Araújo,
>representando o Deputado Chico Lopes (PCdoB/CE).
>
>O Secretário, abrindo a reunião, expressou a sua
>profunda estranheza pelo fato de que, mal iniciadas as negociações
>com as entidades representativas dos professores, uma delas, a ANDES,
>já está encaminhando paralisações e proposta de greve.
>Paulo Rizzo explicou que isso não é verdade. Nós estaremos avaliando
>a proposta do governo e, se o processo evoluir, não teremos greve.
>
> Duvanier insistiu: a paralisação de hoje é surpreendente:
>estamos começando a conversar!
>Almir justificou: não é surpreendente é que em 2.006
>não tivemos reajuste, a categoria não teve nada; e, além disso,
>queremos recuperar todas as perdas que tivemos desde 1995.
>
>O Secretário contestou: como já disse antes, o diálogo aqui é
>incondicional, mas a negociação depende da vontade das partes.
>E continuou: nós não vamos dizer que não negociamos se houver
>greve, mas quero frisar o seguinte: não é preciso greve para abrir
>as negociações, que já estão abertas; além disso, a proposta de greve,
>justamente quando estamos iniciando o diálogo, só faz atrapalhar as
>possibilidades de entendimento.
>
>O Secretário afirmou que o Ministério do Planejamento havia estudado
>com cuidado as propostas feitas pelas entidades representativas
>dos docentes PROIFES e ANDES.
>Como já disse, dificilmente poderemos absorver acréscimos
>orçamentários em 2007 a nossa idéia, portanto, é alterar a estrutura
>remuneratória a partir de 2008 e,eventualmente, 2009 e 2010, disse ele
>inicialmente. Sobre a proposta da ANDES, Duvanier afirmou que o impacto
>calculado pelo MEC, que é de 14 bilhões de reais, está totalmente fora do
>horizonte de possibilidades. Fizemos um estudo detalhado da proposta
>do PROIFES e estamos ainda por concluir nossa análise no que diz respeito
>ao novo vencimento básico proposto, mas parece que há alguns movimentos em que
>talvez falte solidez jurídica, comentou o Secretário.
>
>Duvanier mencionou a seguir que a correção do efeito da Lei 11.344/06,
>no que concerne a prejuízos dos aposentados antes de 1996, demanda
>uma análise jurídica mais pormenorizada, e, em princípio, não é
>uma coisa simples, mas se comprometeu a fazer uma avaliação mais
>aprofundada do assunto.
>
>Eduardo, falando pelo PROIFES, explicou que estas correções não deviam
>ser vistas apenas do ponto de vista jurídico; deveria ser avaliado
>o duplo prejuízo dos aposentados que, além de não poderem progredir
>para a classe de associado, ainda tiveram redução de seus ganhos
>em função da criação da nova classe.
>
>O Secretário então abordou o que, segundo ele, seria um tema sobre
>o qual gostaria de discutir: a remuneração vinculada à avaliação de
>desempenho. Citou a implantação da GED, dizendo que houve um período
>em que, segundo a informação que tinha, essa medida havia tido
>um efeito positivo. Salientou, contudo, que as universidades tinham
>especificidades, com outras formas de avaliação, que o MEC conhecia bem,
>e assim este assunto poderia ser tratado mais tarde.
>
>Gil Vicente, do PROIFES, defendeu que a avaliação individual
>nas universidades deve existir sim, mas não pode ser equacionada
>a partir da ótica das gratificações, e sim através da progressão
>funcional na carreira, feita com base no desempenho acadêmico.
>
>Exemplificou Gil Vicente que isso foi exatamente o que se deu quando
>da criação da nova classe de associado, em que apenas parte dos
>professores progrediu para essa classe, a partir da avaliação
>individual do seu desempenho acadêmico.
>
>Paulo Rizzo interveio afirmando que concordava com o PROIFES, e que,
>na opinião da ANDES, era através da carreira que deveria ser feita a
>avaliação, e não pela via de gratificações. Quanto ao impacto da
>proposta da ANDES, disse: temos certeza de que o impacto da nossa
>proposta é alto mesmo e de que ela não seria assegurada num único momento.
>
>Eduardo Rolim usou da palavra para falar da Portaria 1983/06,
>que trata de planos de saúde suplementar para os servidores das IFES,
>demandando do Ministério doPlanejamento que estude alternativas de
>flexibilização desse documento, de modo a permitir que essas
>instituições possam adotar mais de um modelo de assistência à saúde
>suplementar, nos termos do Art. 2º da referida Portaria. A preocupação
>do PROIFES, analisou Eduardo Rolim, está no fato de que os servidores
>das IFES têm perfis salariais muito diferentes, se considerarmos,
>separadamente, os técnico-administrativos e os docentes.
>Em várias IFES, o debate para a adequação aos termos da
>Portaria 1.983/06 tem sido intenso, e nos parece claro que o
>interesse dos dois grupos de servidores é muito diverso, na medida
>em que uns preferem a modalidade de convênio, de forma a obterem
>planos menos onerosos, e outros têm a preferência por contrato
>ou auxílio, visando planos com maiores coberturas, disse ele.
>E concluiu: assim sendo, nos parece inadequado que as IFES só
>possam adotar um único modelo, pois desta forma apenas um dos
>grupos seria atendido, alijando os demais servidores da possibilidade
>de contar com a dotação orçamentária prevista na Portaria; o PROIFES
>irá encaminhar hoje mesmo documento ao Ministério do Planejamento
>formalizando esta solicitação. Além disso, Eduardo lembrou que
>um dos pontos do acordo recém firmado pela FASUBRA com o governo
>foi a antecipação da concessão do auxílio saúde para novembro 2007,
>e que este benefício deveria também ser concedido aos docentes
>nesta negociação. O Secretário disse que a posição do governo é de
>universalizar este benefício para todos os servidores até 2010,
>mas que com recursos orçamentários remanejados foi possível
>antecipar para a FASUBRA, e que este assunto pode ser debatido
>nesta Mesa.
>
>Gil Vicente cobrou do Secretário sua posição sobre demandas como
>a GED plena para os aposentados, a GEAD igual à GED e a equiparação
>dos incentivos por titulação dos docentes do ensino básico aos do
>ensino superior, demandas essas, todas elas, de baixo impacto.
>Afirmou que esses movimentos seriam importantes no sentido da
>superação dedistorções hoje existentes. Gil Vicente questionou ainda
>o Secretário em relação às dificuldades jurídicas existentes na
>proposta do PROIFES, pedindo a sua explicitação e solicitou que
>fossem apontados, pelo governo, caminhos para que se pudesse
>avançar nas negociações: os docentes estão aguardando que
>sejam apresentadas alternativasconcretas.
>
>Duvanier respondeu que as reivindicações de GED plena para os
>aposentados, de GED igual à GEAD e outras são um indicador para
>a direção em que trabalharemos. Achamos que elevar o vencimento
>básico é importante, para chegarmos a uma remuneração adequada.
>Mas sabemos que o impacto dessa medida é muito grande e que,
>ao mesmo tempo, o efeito percentual dela pouco aparece, com
>pequeno aumento remunerativo, acrescentou, em função das vantagens
>a ele vinculadas e que muitos docentes não têm. Disse também
>o Secretário que as dificuldades jurídicas não se referem à construção
>de novas tabelas salariais, como propõe o PROIFES, mas sim à incidência
>financeira dos anuênios e outras vantagens sobre essas tabelas.
>Afirmou Duvanier que o debate sobre as reivindicações apresentadas
>deve ser feito, em princípio, a partir da análise do seu mérito,
>e não do impacto financeiro gerado.
>
>Gil Vicente disse que a pura e simples elevação do vencimento básico,
>tomada isoladamente, geraria distribuição desigual dos recursos
>a serem disponibilizados. Os professores que já têm vantagens
>individuais atreladas ao vencimento básico, vantagens essas certamente
>justas e devidas, conseguirão aumentos muito maiores do que os que
>receberão os docentes que, hoje, não tem vantagem nenhuma.
>Essa não é uma situação desejável: nós somos a favor de que o
>aporte adicional de verbas de pessoal seja socializado de forma
>equilibrada e equânime entre todos os docentes, finalizou.
>
>Almir afirmou, a seguir, que estamos satisfeitos em saber que
>o problema não é o impacto financeiro; a tentativa, com a
>nossa proposta, é a de recuperar tudo o que perdemos no passado
>e que 14 bilhões para os docentes não é nenhum absurdo.
>Paulo Rizzo complementou: o que queremos é uma recuperação
>da remuneração e uma engorda do vencimento básico.
>Eduardo, a seguir cobrou do Secretário sua promessa da reunião passada,
>de mostrar nesta reunião qual seria a dotação orçamentária para
>os docentes para 2008, já que o governo afirma que não há recursos
>para 2007.
>Duvanier considerou que podemos mostrar o orçamento, mas nossa
>negociação não parte do orçamento é claro que o impacto tem
>importância, porque os recursos são finitos; temos uma margem definida,
>que não é inflexível. Segundo o Secretário, o governo precisa
>avaliar cada item, de forma a ter uma visão de conjunto, para poder
>apontar com segurança como seguir.
>
>Giorlando pediu a palavra e discorreu extensamente sobre a necessidade
>de se conquistar a carreira única para docentes do ensino básico
>e superior. A carreira única é uma emergência qual é a posição
>do governo sobre esta questão?, indagou. Segundo Giorlando,
>ANDES e PROIFES têm trabalhado de forma intensa nessa direção,
>inclusive no GT sobre carreira docente encerrado no ano passado.
>Peço ao Secretário que se manifeste sobre a reinstalação do
>GT-Carreira, concluiu.
>Giorlando afirmou ainda que a greve que a ANDES estava preparando
>não tinha apenas motivação salarial, mas que estava sendo construída
>também para resistir às políticas do governo contra os trabalhadores,
>como o PLP01/07 e o REUNI.
>
>Maria do Socorro explicou que não há ainda posição do MEC e do MPOG
>sobre a unificação das carreiras do ensino básico e superior,
>observando que há aspectos extremamente complicados, como os referentes,
>por exemplo, à aposentadoria. Acredito que há maiores perspectivas
>de se trabalhar na linha: trabalhos iguais remunerações iguais,
>disse ela. Quanto à negociação salarial em curso, ela afirmou que
>a atual estrutura remunerativa está deformada por anos e anos em que
>as gratificações foram utilizadas como mecanismo de reajuste, e fez
>um apelo para que possamos tratar disso com tranqüilidade, neste momento.
>
>Duvanier, respondendo a Giorlando, disse que em relação ao PLP01/07
>o governo não estava sendo inflexível, e que o projeto estava sendo
>negociado no Congresso pelo governo com as entidades que se apresentaram
>na Mesa para negociar a institucionalização da Negociação Coletiva,
>e que as entidades que quiseram participar deste processo estão
>negociando o PLP01/07.*
>
>As entidades presentes explicitaram sua preocupação quanto à
>inexistência de uma contraproposta do governo. Quanto mais demorar
>a resposta, pior, afirmou Agostinho. É fundamental que seja
>apresentada uma proposta o mais brevemente possível, disse Gil
>Vicente.
>
>Lúcia Reis, pela CUT, insistiu em que não se podia sair dali
>sem um cronograma objetivo e que deveria ser marcada uma data
>para a conclusão das negociações.
>
>Duvanier concordou, desde que essa data não signifique a ruptura
>das negociações caso não estejam ainda encerradas. Comprometeu-se
>a trazer alternativa (ou alternativas)no dia 26 de setembro,
>a partir dos debates que hoje ocorreram, e propôs que as negociações
>se dêem tendo como norte sua finalização no dia 23 de outubro,
>60 dias após a primeira reunião, o que foi aceito por todos.
>
>*Participam da Mesa que está discutindo a institucionalização
>da Negociação Coletiva, além da SRH/MPOG, as seguintes entidades
>componentes da Bancada Sindical: CUT, PROIFES, CONDSEF, FASUBRA,
>CNTSS-CUT, SINDRECEITA, SINAIT, SINASEMPU, UNAFISCO, FENAJUFE,
>FENAFISP e UNACON. As entidades vinculadas ao Conlutas (ANDES,
>SINASEFE e ASSIBGE) se recusaram a participar das negociações do
>PLP 01/07 e se retiraram da Mesa.
>
>--
>
>
>_______________________________________________
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>
>
>--
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