[forum-prof] BUD 28 - Duas chapas conco=?ISO-8859-1?Q?_rrem_=E0dire=E7=E3o_do_?=A NDES-SN
Luis Paulo Vieira Braga
lpbraga at im.ufrj.br
Fri Feb 5 19:24:04 BRST 2010
Se você não continuar a ler, não vai chegar no manifesto da outra chapa.
On Fri, 5 Feb 2010 18:58:17 -0200, Lilia Irmeli wrote
> ''trajetória vitoriosa do movimento docente'' ???
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> é para ler o resto ??
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> Quando é que vai haver alguma honestidade nesses discursos inuteis?
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> Em 5 de fevereiro de 2010 15:45, Luis Paulo Vieira Braga <lpbraga at im.ufrj.br> escreveu:
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> Observatório da Universidade
> BUD 28 boletim de utilidade docente
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> Eleições para o ANDES-SN têm duas chapas
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> No 29º Congresso do ANDES-SN em Belém foram anunciadas as duas chapas que vão concorrer às próximas eleições em maio de 2010. A chapa 1- ANDES Autônoma e Democrática representa a tendência que ora preside o sindicato e a chapa 2 -ANDES SN para os professores é crítica da atual gestão.
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> A Chapa1 é encabeçada por Marina Barbosa Pinto (ADUFF SSIND) , Márcio Antônio de Oliveira (APESJF SSIND) e Hélvio Alexandre Mariano (ADUNICENTRO SSIND).
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> A Chapa 2 é encabeçada por Flávio Borges Botelho Filho (ADUNB-SSIND), ao de secretário-geral José Audísio Costa (ADUFEPE-SSIND) e Carlos Alberto Eilert (ADUFMAT-SSIND).
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> Os manifestos de cada chapa seguem respectivamente. Posteriormente serão divulgados os programas e a composição completa de cada chapa.
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> Manifesto da Chapa 1 [WINDOWS-1252?] ANDES Autônoma e Democrática
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> As eleições do ANDES-SN para o período 2010-2012 confirmam uma trajetória vitoriosa do movimento docente iniciada há décadas. A estruturação dos direitos relacionados ao trabalho docente é um dos principais resultados desse esforço coletivo. Diferentes gerações de professores souberam traduzir para a realidade uma concepção de universidade que busca abrigar a autonomia intelectual e referenciar a produção do conhecimento na sociedade brasileira. Este é um desafio permanente que se constitui como base de nossa existência profissional e se projeta para o futuro como uma condição a ser defendida. Por isso, carreira docente, salário e aposentadoria dependerão sempre de nossa força política e importância social.
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> O reconhecimento desses direitos é uma tarefa difícil numa circunstância em que as experiências da maioria dos trabalhadores têm sido marcadas pela redução dos empregos formais, pelo empobrecimento e pela fome. A tendência é que nossos diretos sejam vistos cada vez mais como privilégios configurando uma vigorosa pressão para precarizar nosso trabalho. No contexto de uma intensificação sem precedentes das atividades que compõem o trabalho docente, a natureza indissociável das atividades de ensino, pesquisa e extensão tem sido sistematicamente fustigada, perdendo espaço para um tipo de organização do trabalho ditada por acelerado ritmo da produção acadêmica que compromete a qualidade do pensamento intelectual. Nosso trabalho passa a ser subordinado à padrões de produtividade orientados por políticas de governo e conectados com interesses emp resariais absolutamente estranhos aos princípios da autonomia universitária e da atividade intelectual. Este sentimento de perda da auto
nomia em relação ao nosso trabalho tem sido a senha para a descaracterização da universidade pública brasileira. É, portanto, nessa situação histórica que precisamos reafirmar princípios que revertam esse processo de precarização da docência tais como a gestão democrática das instituições, o financiamento público da educação e a dedicação exclusiva como regime prioritário de trabalho. Este é um momento histórico que tem sido decidido nos diversos enfrentamentos protagonizados pelo movimento docente e é esta a razão dos ataques sofridos pelo ANDES-SN.
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> Esta defesa que fazemos dos nossos direitos deve estar alicerçada no cotidiano das universidades e na sociedade. A valorização de nosso trabalho precisa ser conduzida pelos docentes em todos os espaços universitários. O tempo de pensar e de agir como um sujeito coletivo precisa ser revigorado, e isto significa revitalizar os espaços sindicais como lugar de aglutinação de forças e de decisão. Ao mesmo tempo precisamos nos referenciar constantemente na sociedade de modo a participar ativamente do processo de reorganização da classe trabalhadora em meio às pressões que tentam mitigar os direitos sociais, cooptar, neutralizar e destruir as entidades representativas dos trabalhadores. Entendemos que nossa resistência será sempre mais forte quando articulada e sintonizada com os movimentos sociais e entidades combativas dos trabalhadores. É nest e contexto de construção da unidade política dos trabalhadores que se torna crucial nossa participação e contribuição na CONLUTAS, princ
ipalmente no que se refere aos temas relacionados à educação.
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> Acreditamos que o futuro das universidades públicas e de nossos direitos depende de nossa disposição coletiva em continuar a construção de uma resistência ampla e unificada que preserve a natureza pública e gratuita da universidade e as conquistas sociais dos trabalhadores. Por esse motivo o sentido da defesa e valorização do trabalho docente tem que abranger todos os professores. O violento processo de demissão e perseguição vivido pelos docentes das Instituições privadas fragiliza nossa posição e existência tanto quanto as políticas que atualmente estimulam condições diferenciadas de trabalho nas instituições públicas, a exemplo das vagas docentes estabelecidas a partir do REUNI. Por isso nosso sindicato deve organizar e representar todos os professores a partir da defesa de um padrão único de qualidade para a educação superior. É pre ciso contrariar a lógica de uma universidade exclusivamente instrumental e subordinada ao mercado. É preciso fazer germinar os valores da a
utonomia na produção do conhecimento, do respeito ao trabalho intelectual, da identidade e dignidade docente e da solidariedade entre os trabalhadores. É preciso reafirmar o ANDES-SN a partir de nossa prática sindical formulada nos amplos e democráticos espaços das assembléias docentes, nos grupos de trabalho, nos CONADs e Congressos de nosso sindicato. É preciso, enfim, construir nosso futuro alicerçado numa prática Autônoma e Democrática.
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> Manifesto da Chapa 2 [WINDOWS-1252?] ANDES para os professores
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> O movimento docente vive hoje o pior momento em seus 30 anos de luta organizada. O auge de sua ação ocorreu nos anos 80, no bojo do crescimento dos movimentos populares e da redemocratização do país.
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> Atualmente está desmobilizado e dividido. Os grupos dirigentes não têm tido a habilidade necessária para representar a contento os interesses da categoria docente das IES, o que tem resultado em grandes perdas para a categoria. Questões específicas que afligem o cotidiano dos professores têm sido negligenciadas. Como resultado, temos uma grande insatisfação nas bases do movimento docente quanto à forma de condução do nosso sindicato, o que culmina com a desfiliação de várias [WINDOWS-1252?]ADs.
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> O fortalecimento do ANDES-SN exige uma condução pautada pelo respeito às diversas tendências políticas e ideológicas existentes no interior da base do movimento e suas questões debatidas, de forma ampla e democrática, sem cair na tentação de se tornar uma correia de transmissão de partidos políticos. Assim, no embate com o Governo, nem a direção do ANDES-SN, nem a do PROIFES, têm representado adequadamente os interesses dos docentes, distanciando-se das bases. Caminhar em consonância com as bases é a única forma de superar os obstáculos, propiciando a união da categoria e resultando no fortalecimento de nosso movimento.
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> Esse estado de coisas levou um grupo de militantes do nosso sindicato, ANDES-SN, a propor a construção de uma direção que retorne às origens de respeito às bases e às diferenças. Assim, nós aceitamos constituir uma chapa para as eleições do ANDES-SN, que represente este sentimento, com os seguintes princípios como compromisso de gestão de nosso sindicato - ANDES-SN:
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> 1. Volta definitiva às bases, colocando o professor como protagonista e não como coadjuvante. Priorizar as demandas e carências dos professores e não as propostas e direcionamentos de partidos e de facções políticas partidárias.
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> 2. Independência total em relação ao governo e comprometida com a centralidade das lutas próprias da categoria, bem como com a articulação com as entidades representativas da classe trabalhadora visando sua inserção nos movimentos sociais de transformação do Brasil em uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais solidária e com maior distribuição de renda;
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> 3. Luta em defesa dos interesses da categoria com disposição permanente à negociações e ao diálogo com o governo e com demais atores sociais e políticos, mantendo nossa autonomia como sindicato e tendo como referencia as deliberações das bases do ANDES-SN;
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> 4. Construção objetiva de um projeto de carreira docente, amplamente debatido em cada setor, que represente os interesses da categoria e constitua-se numa das bandeiras de luta da categoria.
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> 5. Reestruturação do ANDES-SN de forma a torná-lo menos oneroso e mais eficiente.
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> 6. Construir um canal permanente de diálogo, apesar da visão crítica às diferenças, com as centrais sindicais de forma garantir nossa participação nas lutas maiores da classe trabalhadora.
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> 7. Buscar o equilíbrio na defesa dos interesses da categoria docente em seus diferentes níveis de atuação em IES públicas ou privadas, debatendo e construindo saídas para superação de problemas e conquistas de direitos.
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