[forum-prof] as questões estruturais que fomentam as ilhas dispersoras e dispersivas

LuizEduardo2 luizeduardo2 at infolink.com.br
Wed Sep 19 09:34:24 BRT 2007



Quando eu vejo essas questões e esses debates...

e correlaciono com a questão "bandejão", o debate 
em torno dessa questão "bandejão", o processo 
decisório sobre essa questão tão mais simples, 
tão mais visivel, tão mais quantificável que é...
"o preço da comida e a viabilidade de se 
locomover e comer em tão pouco tempo",
quando eu vejo e penso nessa forma como meus 
colegas enxergam e operam esta questão do bandejão...
vocês me desculpem,
mas não tenho como não ficar muito pessimista.
Muito.

L.E.

=====================




At 07:59 19/9/2007, you wrote:
>Bom dia, Felipe.
>
>1 - Foi fácil juntar algumas ilhotas, aterrar os 
>canais de separação e chamar de Ilha da Cidade Universitária.
>
>2 - O movimento agora é inverso: limpar o Canal 
>do Cunha para evitar que sejamos a extensão do Complexo da Maré.
>
>3 - Estamos preocupados com o cheiro repugnante 
>da lama que será removida nessa obra inevitável 
>(que também vai envolver muito dinheiro...).
>
>4 - Alguns consideram ótimo criar novos cursos 
>na UFRJ para ampliar o número de vagas - diante 
>de estatísticas confusas ou absurdas, 
>apresentadas por equipes que lutam com enormes 
>dificuldades para o levantamento de dados 
>confiáveis – e sabendo que o ensino básico, 
>fundamental, médio (primário, ginasial ou 
>colegial) deixa muito a desejar nas escolas públicas.
>
>5 - Estamos discutindo qual é a entidade que 
>deve representar os docentes e se devemos ou não 
>discutir os problemas acadêmicos cotidianos, 
>enquanto não conseguimos conversar com nossos 
>colegas vizinhos de gabinete ou de corredor, 
>inclusive, porque as “assembléias” são figuras do passado.
>
>6 - Enquanto isso, estamos deixando de lado duas questões estruturais:
>
>             A primeira é o perverso sistema de 
> créditos e requisitos – que desagrega alunos, 
> docentes e criou uma burocracia monstro cheia 
> de detalhes dignos de um “Kafka brasileiro”. O 
> mínimo que podemos fazer é adotar o sistema 
> “semestral-seriado” adotado com sucesso no 
> curso de Engenharia Civil da Universidade 
> Federal de Santa Maria há mais de 10 anos ou 
> perguntar na nossa Faculdade de Medicina qual é 
> o segredo do sucesso do melhor curso de graduação nessa área importantíssima.
>
>             A segunda é a falta de hierarquia 
> docente, porque qualquer doutor recém-aprovado 
> pela sua banca é considerado apto a lecionar na 
> graduação e entra como adjunto, quando deveria 
> ser admitido como “auxiliar de ensino”, como já 
> foi dito pelo Luiz Eduardo (e por um expressivo 
> “contingente silencioso” de professores nos 
> corredores das diversas unidades da UFRJ).
>
>7 - Sinceramente, anúncios de atividades 
>culturais na Candelária ou no botequim da 
>esquina tem o mesmo efeito inócuo nesses dias em 
>que temos engarrafamentos monstros para acessar 
>e sair da Ilha do Fundão. E alguns luminares 
>ainda querem trazer o pessoal da Praia Vermelha para cá?
>
>8 - Dos anos 50 até 1973, quando o 
>General-Presidente Médici mandou trazer de 
>caminhão basculante (sem direito colchões, 
>cobertores ou embalagens protetoras de isopor) 
>as balanças e equipamentos de precisão da Escola 
>Nacional de Química para o Bloco E, as aulas de 
>graduação foram muito melhores e mais completas 
>na Praia Vermelha, porque os alunos tinham aulas laboratoriais.
>
>9 - As primeiras turmas da Escola de Química no 
>Bloco E amargaram a falta de aulas experimentais 
>das disciplinas tecnológicas (porque havia 
>espaço, mas não havia laboratório montado e os 
>aparatos estavam empilhados e pegando poeira ou 
>servindo de abrigo para ratos ou gatos). Esses 
>alunos assimilaram um sentimento de revolta 
>contra os catedráticos, que tinham dois 
>empregos, etc. Hoje, vários dos egressos das 
>primeiras turmas do Fundão estão no grupo de 
>“Titulares” da EQ-UFRJ e, por ironia, reduziram 
>nos últimos 15 anos a carga de aulas 
>experimentais de nossos cursos de graduação de 
>50% para uns 10 a 20% - dependendo do curso mais ou menos computacional.
>
>10 - O que será que vai acontecer com os demais 
>cursos ainda existentes na Praia Vermelha quando 
>forem transferidos para a ilha do Fundão?
>
>11 – A pergunta final da Maria é extremamente 
>pertinente: Não é isso que propõem e 
>subvencionam as instituições governamentais de fomento?
>
>
>A. ZAkon
>
>
>
>
>----------
>De: forum-prof-bounces at if.ufrj.br 
>[mailto:forum-prof-bounces at if.ufrj.br] Em nome de Maria A. Silva
>Enviada em: quarta-feira, 19 de setembro de 2007 01:44
>Para: forum-prof at listas.if.ufrj.br
>Cc: 'Maria A. Silva'; 'Felipe Coelho'
>Assunto: RES: [forum-prof] Fwd: VIII SEMINARIO 
>INTERNACIONAL: LITERATURA E CRÍTICA e dois concertos na Candelária
>
>
>----------
>De: Maria A. Silva [mailto:maria.a.dasilva at terra.com.br]
>Enviada em: terça-feira, 18 de setembro de 2007 23:08
>Para: 'Felipe Coelho'; 'AdjuntoCCMN'
>Cc: 'Maria A. Silva'
>Assunto: RES: [forum-prof] Fwd: VIII SEMINARIO 
>INTERNACIONAL: LITERATURA E CRÍTICA e dois concertos na Candelária
>Boa noite, Felipe. Enquanto não me desligo do forum...
>
>Há muitos motivos. Como principal eu citaria o 
>desconhecimento do que fazem os colegas. Muitas 
>vezes até falta de interesse em ter esse 
>conhecimento, em saber do que são capazes de 
>fazer. E com base apenas em pré-conceitos não 
>fundamentados, como, por exemplo: aquele 
>professor só "entende" daquele tema ou autor. Já 
>ouvi isso na Letras, inúmeras vezes.
>
>Mas, como já se falou muito aqui, vivemos em 
>ilhas dentro de uma ilha (que já foi muitas). E 
>em cada ilha há interesses pessoais e grupais 
>que a isolam e protegem de interferências 
>externas (!!!). Lamentavelmente isso continuará 
>existindo. Não adianta querer unir ninguém à 
>força. Menos ainda diante das circunstâncias que 
>nos impõe nossa estrutura acadêmica na era dos 
>fatores H. Pode ser mais interessante juntar-se 
>a "forças" externas para alcançar determinadas 
>metas. Não é isso que propõem e subvencionam as 
>instituições governamentais de fomento?
>
>Abraço,
>Maria
>
>
>
>----------
>De: forum-prof-bounces at if.ufrj.br 
>[mailto:forum-prof-bounces at if.ufrj.br] Em nome de Felipe Coelho
>Enviada em: sexta-feira, 14 de setembro de 2007 14:13
>Para: AdjuntoCCMN
>Assunto: [forum-prof] Fwd: VIII SEMINARIO 
>INTERNACIONAL: LITERATURA E CRÍTICA e dois concertos na Candelária
>Colegas
>
>Repasso aviso de evento de literatura na PUC na 
>próxima quarta. Parece muito interessante mas é 
>simbólico da situação das unidades da Praia 
>Vermelha. Um professor da ECO que trabalha na 
>área de Teoria Literária interage com a Letras 
>da PUC-Rio e não com a Letras da UFRJ. O PACC 
>(Programa Avançado de Cultura Contemporânea do 
>Forum de Ciência e Cultura) um grupo de 4 
>pesquisadores da ECO (http://acd.ufrj.br/pacc/ ) 
>também é muito interessante e tem uma página 
>linda, mas, embora ele tenha focos em Teoria 
>Literária e em Artes Cênicas, áreas de 
>importância na Letras e na Belas Artes, não vejo interação com essas unidades.
>[..]
>
>>
>No virus found in this incoming message.
>Checked by AVG Free Edition.
>Version: 7.5.487 / Virus Database: 
>269.13.22/1015 - Release Date: 18/9/2007 11:53
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