[forum-prof] Funeral
Maria A. Silva
maria.a.dasilva at terra.com.br
Fri Aug 31 11:34:36 BRT 2007
31/08/2007 - 09h33
Após fracasso, governo sepulta Primeiro Emprego
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GUSTAVO PATU
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Após quatro anos de fracassos sucessivos, o programa Primeiro Emprego, uma
das principais bandeiras da campanha eleitoral de 2002, será sepultado
oficialmente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. O programa, que dá
vantagens a empresas que ofereçam vagas a jovens de 16 a 24 anos, foi
excluído do projeto do PPA (Plano
<http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u324595.shtml> Plurianual)
2008-2011, que irá hoje ao Congresso. Como o PPA orienta os Orçamentos a
cada quadriênio, não haverá mais verba para o Primeiro Emprego a partir de
2008.
Segundo o Ministério do Planejamento, o governo concluiu que o diagnóstico
que embasava o programa, segundo o qual as empresas não contratam iniciantes
por falta de incentivo, estava errado. "Num segundo momento, vimos que o
problema era a qualificação dos jovens", disse o secretário de Planejamento
e Investimentos Estratégicos, Afonso Oliveira.
Concebido para ser o segundo programa social mais importante do governo
--atrás só do também extinto Fome Zero, substituído pelo Bolsa Família-- e
apresentado como principal iniciativa contra o desemprego, o Primeiro
Emprego foi lançado em junho de 2003. "Estamos dando, hoje, um passo
excepcional para resolver um dos problemas mais graves que o Brasil vive",
discursou Lula no Planalto, na época.
O interesse das empresas, porém, ficou abaixo das expectativas do governo.
Em março de 2004, o sistema eletrônico de acompanhamento dos gastos federais
registrava um único beneficiário, um jovem contratado como copeiro por um
restaurante de Salvador.
Quando lançado, o programa previa criar até 260 mil vagas por ano, mas, até
o ano passado, o total não passava de 15 mil.
Ao longo do primeiro mandato, o marketing do programa foi sendo reduzido,
assim como suas verbas orçamentárias. De R$ 188 milhões em 2004, são apenas
R$ 130 milhões neste ano, dos quais apenas R$ 20 milhões foram efetivamente
pagos até agora. O governo nunca chegou a gastar metade dos recursos
destinados ao Primeiro Emprego a cada ano.
Na tentativa de salvar o programa, foram promovidas alterações nas regras, a
partir de reivindicações das empresas. Foi abandonada a principal exigência
aos empregadores: o compromisso de não demitirem funcionários pelo período
mínimo de 12 meses a contar da adesão ao programa. Os subsídios também
subiram, e hoje os empresários fazem jus a R$ 1.500 anuais por vaga criada.
No PPA 2008-2011, as iniciativas para o público do Primeiro Emprego foram
agrupadas no Projovem, que, segundo o projeto, receberá R$ 7,4 bilhões no
período e beneficiará 6 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Na tradição da
administração federal, as verbas previstas nos PPAs são de execução ainda
mais incerta que as dos Orçamentos anuais.
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