RES: [forum-prof] Reunião do GT de Negociação Coletiva, 22 de agosto de 2007.

Maria A. Silva maria.a.dasilva at terra.com.br
Fri Aug 24 20:58:36 BRT 2007


 
Boa noite, Felipe.
A transferência entre IFES é possível, mas não como uma opção individual.
Existem casos específicos.
Tivemos uma colega, cujo marido era advogado da União (se não me engano),
que pertencia ao quadro da Federal do Paraná.
Com a transferência do marido para o Rio, ela passou a estar lotada em nosso
Departamento.
E por ali se aposentou, há uns 13 ou 14 anos.
Acredito que a transferência também é possível quando a IFES solicita o
remanejamento do docente a sua instituição de origem.
E igualmente nos casos de aproveitamento de vaga de concurso.
A UFF requisitou o candidato aprovado em terceiro lugar em nosso concurso
(Setor de Literaturas Hispano-Americanas), mas que não ingressou porque
havia apenas uma vaga.
Um ano depois, conseguimos a efetivação da segunda colocada.
É claro que não dá pra ir e vir, como os militares.
Mas que esse direito é garantido nesses casos, acho que não há dúvida.
Ou, pelo menos, era garantido.
Ir e vir não é privilégio de militar.
Nossos políticos adoram fazer o mesmo com as leis.
Também pudera, têm a eles próprios como - péssimo - exemplo...

Abraço,
Maria


-----Mensagem original-----
De: forum-prof-bounces at if.ufrj.br [mailto:forum-prof-bounces at if.ufrj.br] Em
nome de Felipe Coelho
Enviada em: sexta-feira, 24 de agosto de 2007 16:51
Para: forum-prof at listas.if.ufrj.br; adjuntos-ccmn at listas.if.ufrj.br
Assunto: Re: [forum-prof] Reunião do GT de Negociação Coletiva, 22 de agosto
de 2007.

Oi Lilia e demais colegas

Um ponto interessante de todos esses processos de negociação coletiva é que
mostram a ficção que é a autonomia administrativa das universidades
federais.
Porque as carreiras de servidores docentes e técnico-administrativos tem que
ser idênticas, do Oiapoque ao Chuí?
Porque os salários tem que ser idênticos?
Porque todas as IFES são obrigadas a seguir o RJU e com isso o governo não
nos paga o FGTS, em troca de uma divisiva e duvidosa aposentadoria
differenciada?
Porque não há  liberdade para as IFES decidirem como gastar os recursos que
recebem da União ou se preferem contratar pelo RJU ou pela CLT, em troca de
cumprirem parâmetros quantitativos de desempenho?

A palestra do reitor da UFABC foi muito interessante mas essa universidade
tem 100 docentes, 70 técnico-administrativos e 1000 alunos, porque ela é
tratada igual à UFRJ com 3000 docentes, 9000 técnico-administrativos e 30000
alunos?Já ouvi diversas vezes o argumento de que essa uniformidade nacional
- de carreira, de critérios de fiscalização, de regime de trabalho, de
critérios para receber verbas, etc, etc - é razoável por ser a mesma das
Forças Armadas. Só que nestas faz sentido pois há a mobilidade forçada, um
oficial pode ser transferido a qualquer hora de Manaus para Porto Alegre e
vice-versa. Já no nosso caso como o STF entende que é proibida
constitucionalmente a transferência de uma para a outra IFES, não há essa
uniformidade.

Se é para o sistema federal das IES ser uma super universidade eu quero
votar no super-reitor, no super-Consuni, no super-CEG e no super-CEPG e não
deixar as decisões como hoje, nas mãos nebulosas da ANDIFES, da CUT e de
sindicatos nacionais acadêmicos e extra-acadêmicos.

Abraços





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