[forum-prof] Casas Bahia de ensino

Felipe Coelho coelho at if.ufrj.br
Thu Aug 2 17:30:56 BRT 2007


Prezado Ribas
Me parece simples: pegando o que existe de positivo nesse modelo 
(flexibilidade curricular, uso de prédios ociosos na periferia, 
oferecimento de cursos noturnos, boa administração) e juntando com o que as 
IFES tem de bom (quadro docente qualificado capaz de oferecer cursos de 
graduação de boa qualidade, grupos de pesquisa, pós-graduação).
Quando venho de ônibus e vejo prédios e terrenos ociosos da UFRJ, como na 
praça 11, parte o coração. Em frente tem uma universidade-escolão privada...
E aquele prédio abandonado na Leopoldina, que virou um shopping popular, 
porque não virou um polo da UFRJ? A localização (como a do HESFA na praça 
11) era magnífica para nós, a poucos minutos do Fundão e das unidades 
localizadas no Centro. A própria estação da Leopoldina será um dia 
restaurada, é um prédio fantástico, com um pé direito enorme, ideal para um 
centro cultural. Uns anos atrás li sobre um projeto para lá, tornar a 
Leopoldina num shopping, mas não deu em nada. Com a urbanização da Cidade 
Nova essa região terá que ressurgir. E a UFRJ terá perdido o trem da 
história...
Abraços

At 09:10 01/08/07 -0300, you wrote:
>Como as universidades públicas poderão combater as casas bahia de ensino?
>Ribas
>
>
>flavia excelente divulgar essa Casa Bahia de ensino. Creio que essa casa
>bahia já tem controle acionário estrangeiro ribas
>
>
>   Da última Exame (24.07.2007)   Att   Flávia C. Limmer

>Educação para as massas
>Vender educação é como vender sanduíches? Para a rede de faculdades 
>Anhanguera, sim
>Por Silvana Mautone
> > Não há charme em nenhuma das salas de aula da Anhanguera Educacional, 
> rede de ensino superior com 20 unidades espalhadas pelos estados de São Paulo e
> > Goiás. As paredes geralmente são de blocos aparentes e pintadas de 
> branco. O chão, de cimento. Na maioria dos casos, as escolas estão 
> instaladas em
> > prédios que até pouco tempo atrás eram ocupados por galpões de 
> fábricas. A esmagadora maioria de sua clientela é formada por alunos de 
> classe média e
> > média baixa que trabalham durante o dia e não podem contar com a ajuda 
> da família para pagar os estudos. Por isso, mais de 80% dos cursos são
> > noturnos. As mensalidades giram em torno dos 400 reais, até 50% mais 
> baratas que as das principais concorrentes. Não há charme mesmo na
> > Anhanguera, e ele, de fato, não deve existir. Salas bonitas e 
> superequipadas, recursos de última geração e laboratórios ultramodernos
> > iriam contra o modelo de  negócios da empresa. A Anhanguera nasceu para 
> ser uma espécie de Casas Bahia da educação.
> > Com esse modelo de negócios voltado exclusivamente para a base da 
> pirâmide, a Anhanguera, fundada há apenas 13 anos, vem crescendo a um
> > ritmo espantoso. Nos últimos três anos, seu faturamento praticamente 
> triplicou, passando de 52 milhões para 143 milhões de reais. Seis campi
> > foram inaugurados e cinco faculdades compradas nos últimos 18 meses. 
> Com isso, o número de alunos mais que dobrou -- passando de 22 000 para 48
> > 000. Hoje, a rede tem uma lista de 80 municípios em diversos estados 
> com potencial para abrigar suas escolas. Para dar fôlego financeiro à
> > expansão, em março a Anhanguera fez sua estréia na Bovespa, tornando-se 
> a primeira empresa de capital aberto do país no segmento de educação. Agora,
> > outras instituições de ensino, como a rede Pitágoras, de Minas Gerais, 
> e a Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, estão prestes a adotar a mesma
> > estratégia.
> > O crescimento da Anhanguera chama a atenção sobretudo porque o setor de 
> educação está longe de viver um período de euforia. Com o aumento do
> > número de escolas de ensino superior -- entre 2000 e 2007 a quantidade de
> > instituições no país dobrou --, hoje sobram vagas nas salas de aula. A
> > ociosidade no setor privado é estimada em 50% -- e a maioria das escolas
> > opera no vermelho. "Só quem tem escala e gestão profissional vai
> > sobreviver", afirma Ryon Braga, da consultoria Hoper, especializada no
> > setor educacional. E escala e gestão são itens cruciais no modelo de
> > negócios da Anhanguera. "A chance de crescimento está nas camadas
> > populares, que apostam em um diploma de nível superior para melhorar de
> > vida", diz Ricardo Scavazza, diretor de relações com investidores da
> > Anhanguera e sócio da Pátria Investimentos, gestora de recursos que, por
> > meio de um de seus fundos, associou-se à rede em 2003 e, logo depois,
> > assumiu seu controle.
> > Para oferecer mensalidades a preços acessíveis e manter a lucratividade, a
> > empresa teve de passar por uma grande reestruturação interna. Em 2005,
> > seus executivos centralizaram na sede, em Valinhos, no interior de São
> > Paulo, áreas como recursos humanos, suprimentos, marketing e tecnologia --
> > até então, cada campus tinha os próprios departamentos. Também contrataram
> > para cargos de direção profissionais que passaram por grandes empresas de
> > varejo e serviços, como Ambev, Sé Supermercados e a rede de hotéis Blue
> > Tree. Políticas de recursos humanos comuns em grandes empresas no setor
> > privado, mas ainda raras em escolas, começaram a ser adotadas. Hoje, os
> > diretores e coordenadores de curso da Anhanguera participam de um programa
> > de remuneração variável. A partir de 2008, esse plano deve ser estendido a
> > todos os funcionários, inclusive professores. Para simplificar a
> > administração, os cursos são padronizados e o conteúdo das aulas segue o
> > mesmo cronograma em todas as unidades. Com as mudanças implementadas, as
> > despesas, que corroíam 20% do faturamento há dois anos, hoje representam
> > 13% da receita. "Com a expansão da rede e o ganho de escala, esperamos
> > ficar abaixo de 10%", diz Scavazza. No mesmo período, a margem de lucro
> > dobrou, alcançando 29%. Desde que a Anhanguera abriu o capital, suas ações
> > valorizaram quase 70%, enquanto a alta do Ibovespa ficou em torno de 30%
> > no mesmo período.
> > PARTE DA FORMULA ADOTADA pela rede foi inspirada no varejo tradicional. Um
> > dos exemplos mais notáveis dessa inspiração é o processo de definição da
> > localização dos campi. A Anhanguera contrata empresas especializadas em
> > mapear a população de determinada região levando em conta dados como nível
> > de renda, faixa etária e escolaridade -- uma metodologia adotada por
> > companhias como
> > Carrefour, Wal-Mart e McDonald's. Só depois dessas análises demográficas
> > detalhadas, que costumam resultar em calhamaços de mais de 100 páginas, a
> > rede decide em qual bairro abrirá uma nova uni  dade. Em São Paulo, por
> > exemplo, onde a Anhanguera começou a operar neste ano, já foram
> > identificados dez pontos viáveis para a instalação de novas escolas. Todos
> > eles estão localizados na periferia -- para a população de baixa renda, é
> > importante que as faculdades fiquem perto do  trabalho ou de casa, de modo
> > que ela possa economizar o dinheiro do transporte. Economias como essa são
> > fundamentais para que os alunos mantenham a capacidade de pagar as
> > mensalidades. Há dois anos, a Anhanguera passou a fazer parcerias com
> > editoras a fim de reduzir o custo dos livros usados em seus cursos.
> > Atualmente mantém acordos com seis delas -- o que garante aos estudantes
> > um desconto de até 80% em relação aos preços cobrados nas livrarias. "Ao
> > todo, já compramos mais de 90 000 exemplares. É o volume que nos permite
> > conseguir preços tão baixos", diz Antonio Carbonari Netto, presidente e
> > fundador da rede Anhanguera. Antes de tornar-se empresário da educação,
> > Carbonari, hoje com 56 anos, trabalhou em cursinhos pré-vestibulares e deu
> > aula em uma pequena faculdade em Itatiba, em São Paulo, da qual também foi
> > reitor. No início da década de 90, o então prefeito da cidade de Leme,
> > também  no interior paulista, convidou-o a abrir uma faculdade local. Foi
> > o início da Anhanguera.
> > Apesar da expansão recente, consultores avaliam que nos próximos anos a
> > empresa deverá sentir o peso da concorrência. Segundo um levantamento da
> > consultoria Hoper, existem hoje 17 grupos com potencial para investir em
> > aquisições no setor. Desse total, 15 têm como alvo a baixa renda. Outra
> > dúvida é em relação à viabilidade de oferecer ensino de qualidade cobrando
> > preços tão baixos -- a meta da Anhanguera é chegar a uma mensalidade média
> > inferior a 300 reais. "Nosso objetivo não é concorrer com escolas de
> > excelência, como o Ibmec ou a FGV", diz Carbonari. "Queremos apenas dar
> > acesso ao ensino superior com qualidade." Para monitorar essa qualidade,
> > uma das estratégias da Anhanguera é fazer pesquisas de satisfação
> > periódicas com os alunos -- prática adotada desde sua fundação. Duas vezes
> > por ano, os estudantes avaliam as instalações físicas dos campi e dão nota
> > aos  professores. Se avaliado abaixo da média, o professor terá de fazer
> > um curso de capacitação de, no mínimo, 60 horas. Mas, se tiver notas
> > baixas por três semestres consecutivos, será dispensado. "É uma forma de
> > estabelecer regras para avaliar o trabalho do professor, como de qualquer
> > outro profissional", afirma Carbonari.
> > Ex-professor de matemática, ele prefere se cercar de gráficos e números
> > antes de tomar qualquer decisão. Numa das raras vezes em que abriu mão
> > dessa prática, foi malsucedido. Há quatro anos, com a proliferação dos
> > cursos de moda nas grandes cidades, Carbonari acabou convencido por um
> > grupo de professores a lançar uma graduação na área no campus de Jundiaí,
> > no interior de São Paulo. "Foi um fiasco. Não conseguimos o mínimo de
> > alunos necessário sequer para montar a primeira turma", diz. Até hoje,
> > todo o equipamento que havia sido comprado, inclusive uma passarela para
> > desfiles, está guardado em um depósito da cidade. "Tomar decisões sem
> > ouvir o mercado, nunca mais", diz ele.
> >     Custo baixo e parcerias  A receita da Anhanguera para atrair
> > estudantes da classe C  1 - Os valores cobrados pelas mensalidades são
> > entre 20% e 50% mais baixos que os das concorrentes.A mensalidade
> > média é 400 reais. Cursos caros, como medicina, não são oferecidos
> > pela Anhanguera  2 - Os campi ficam em regiões da periferia (próximos
> > às casas dos estudantes) ou em pontos de fácil acesso. Empresas de
> > pesquisa geográfica, que assessoram lojas de varejo, redes de fast
> > food e supermercados, ajudam a definir os locais das novas unidades  3
> > - A rede mantém acordos com seis editoras para baratear os gastos com
> > material didático. Os alunos conseguem comprar seus livros por preços
> > até 80% inferiores aos cobrados em livrarias. Já fechou acordos para
> > quase 50 títulos com essa parceria
> > Fonte: empresa
> >
> >
> >     Ensino em alta  Desde o IPO, em março, os papéis da Anhanguera
> > valorizaram-se 67%  (Valores em reais)  março  18  julho  30(1)  (1)
> > Cotação do dia 19 de julho.
> > Fonte: Economática var enviaAmigo = new EnviaAmigo(); MSN Busca: fácil,
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