RESAZ: [forum-prof] Fundao e Valongo -=?ISO-8859-1?Q?_Um_p=E1teo_de_obras?==?ISO-8859-1?Q?_e_um_o=E1sis?=?

Alexandre Lyra de Oliveira alexandr at ov.ufrj.br
Wed Aug 19 06:43:20 BRT 2009


Ola Abraham  e colegas,

tudo bem , entendo a questao das obras. Realmente o Valongo e´ muito pequeno
em relacao ao Fundao. Mas acabamos de ter uma obra na rede eletrica que abriu
valas, criou entulho, etc.  Mas a obra ia acabando e tudo ia indo p/ o seu
lugar as valas foram cobertas de grama  e assim por diante, as plantas de
adorno sao aparadas e tudo o mais. Sei que manter o Fundao urbanizado e limpo
custa caro. 

Enfim estes fatores contribuem p/ a desorganizaçao e bagunça no Fundao. Mas ao
longos dos anos raramente vi o Fundao bem cuidado, sem entulhos.  Minha reação
e´ de quem fica meses sem ir ao Fundao e quando vai olha quase como primeira
vez e vê esta bagunça, e pensa: qual seria a reaçao que uma pessoa, aluno,
pesquisador, visitante ao ingressar no campus de uma das melhores
universidades do pais ? Nada alem de uma imensidao de terrenos que pouca
diferença tem em relaçao aos terrenos baldios que vemos por nossa cidade. O
que eu esperaria era ver realmente o CAMPUS de uma universidade, bem cuidado,
sem entulhos, com caminhos para pedrestres, etc. 

Voce tem razao em alguns pontos, mas nao posso concordar que estes entulhos
todos que vi sao fruto de obras em andamentos, muitos estao criando bastante
capins em cima, o que retrata que sao antigos e nao de obras em andamento.

Quanto ao Brasil , universidade etc. , nao quero entrar nesta polemica,
entendo suas justificativas, mas por ex. na universidade ha´ coisas que nao
posso aceitar e bem praticas: temos que fazer licitaçoes entre firmas já
"viciadas" para comprar  material que em qualquer loja do Av. Central
compramos por quase a metade do preço, e com nota fiscal. A justificativa e´
que tem que haver concorrencia, etc.  Ou seja em prol de uma dita
transparencia do serviço publico, fazemos a uniao gastar muitas vezes o dobro
do que qualquer um de nos gastaria se fosse comprar individualmente um HD, uma
placa mae etc. 

E fora isto penso que no campus somente deveriam entrar alunos, funcionarios,
professores e convidados, para isto, ter um controle rigido de todos que ali
entram.  Imagino aqueles professores que estavam dando aulas e foram
assaltados (ha alguns anos ocorreu isto). Atualmente qualquer assaltante entra
na Ilha sem sequer lhe ser pedido qualquer documento. Carros entram todos sem
qualquer verificação etc. (Até que tem diminuidos os assaltos, mas nao sei
ate´ quando.)



Abcs,
ALO















n Tue, 18 Aug 2009 23:42:31 -0300, Abraham Zakon wrote
> Boa noite, Alexandre.
> 
> A Ilha do Fundão tornou-se um grande pátio de obras, espalhadas por quase
> toda a sua extensão. Então, os entulhos são conseqüências normais, 
> mas não são duradouros.
> 
> O grande número de veículos preocupa, pois não há estacionamentos
> suficientes e os congestionamentos no final da tarde são 
> desgastantes. As cercas atuais foram precedidas de ausência de 
> cercas. Então, melhorou.
> 
> -------------------------------------------------------------------------
> 
> Esperei três anos para ver a construção das calçadas de pedestres. 
> Mas, isso custa muito dinheiro, trabalhos de concorrência pública e 
> disponibilidade de verbas. Não se esqueçam que houve antes um 
> asfaltamento das pistas rodoviárias. Não dá para montar uma 
> urbanização universitária como se fosse um estúdio de novela de TV...
> 
> O que a atual reitoria herdou, após, uma gestão emperrada e sem 
> verbas orçamentárias para as universidades públicas foi uma bomba de 
> retardo. No entanto, está sendo possível organizar vários ambientes 
> acadêmicos, embora haja um forte individualismo em todos os centros.
> 
> Houve um reitor que economizou dinheiro para deixar para o seguinte fazer
> algum trabalho. E não faltaram críticas por sua gentileza, porque no 
> serviço público existia inflação e entendia-se que as verbas deviam 
> ser gastas antes de serem desvalorizadas.
> 
> ------------------------------------------------------------------------
> 
> Você não observou dentro do CT como foram e estão construídos vários
> laboratórios moderníssimos de pesquisa e pós-graduação. A graduação deixou
> de ser prioridade.
> 
> -------------------------------------------------------------------------
> 
> Você poderia dizer-me se no Valongo houve alguma modificação na sua
> estrutura física e ambiental ao longo das últimas décadas? Imagino 
> que lá tudo está pronto e inalterado, o que diminui a demanda por verbas.
> 
> Você sabia que somente no Bloco E da Escola de Química os alunos de
> pós-graduação somam quase metade do número de alunos de graduação 
> (~1100). Você consegue imaginar o impacto de quase mais de 300 
> carros buscando estacionar ali perto, além de mais de 500 que 
> pertencem aos alunos de graduação? Penso que esses números estão 
> próximos da realidade, embora sejam especulativos.
> 
> Realmente, faltam muitas árvores no nosso estacionamento. Algumas 
> secaram e foram removidas. Há pessoal de jardinagem trabalhando lá 
> no CT.
> 
> Infelizmente, favelados, drogados e carentes existem em todos os 
> cantos da cidade e Grande Rio.
> 
> ----------------------------------------------------------------------------
> 
> O país tem jeito, porém, houve um ufanismo festivo nos anos 60 e 70 que
> resultou em governos populistas e novelas de TV que transmitem 
> apenas as imagens de coisas e pessoas perfeitas.
> 
> Ao invés de se incentivar as pessoas a irem para o interior no 
> intuito de viver uma vida mais tranqüila, houve o descaso com o 
> crescimento das favelas, com a educação pública fundamental, que 
> resultou no aumento da violência e no esvaziamento industrial 
> químico do nosso Município. E isso se reflete no Fundão onde muita 
> gente tem carro e condições de comer decentemente e dar esmolas para 
> os menos afortunados.
> 
> ---------------------------------------------------------------------------
> 
> Porém, esse cenário também ocorre nas cercanias e defronte ao Colégio
> Militar e Estádios do Maracanã e Maracanãzinho,algo similar acontece.
> Mendigos de diversas idades e raças (brancos, negros, mestiços,
>  mulatos, etc) perambulam entre os restaurantes, padarias, bares,
>  botequins, casas lotéricas e dormem ao ar livre. À noite, as 
> famílias de catadores de lixo encostam seus carrinhos de madeira e 
> rolimã, etc., nas pilhas de lixo para rasgar os plásticos e deixar 
> tudo exposto depois da catação.
> 
> Comparar o Valongo com o Fundão - que está sendo modernizado por 
> grandes e pequenas obras (e ainda planejam outras) é inconsistente.
> 
> O país tem jeito se houver retorno de investimentos em duas pontas 
> de um mesmo eixo educacional:
> 
> 1o - o fundamental (onde as pessoas podem aprender algo mais que a
> alfabetização.
> 
> 2o - o superior que pode alavancar diversas ações construtivas na sociedade.
> 
> O 1o grande problema é ainda o crescimento demográfico incontrolável.
> 
> O 2o problema é que se criou a ilusão de que para ser feliz todos 
> tem de cursar universidade.
> 
> O 3o problema é que o Fundão é uma área ocupada por institutos de pesquisa
> no âmbito do Ministério das Minas e Energia, mas somente se sabe de aporte
> de verbas de fomento pela Petrobrás e algumas empresas privadas que estão
> agregadas às incubadoras tecnológicas.
> 
> 4o - O O MEC nos trata como mais uma universidade federal, e somos 
> uma além da UFF, UFFRJ, UNI-RIO, CEFET´s (ou Institutos Federais...?).
> 
> Se Você se orgulha tanto do Valongo, prepare-se: vão incluir Vocês para
> construir telescópios na Ilha do Bom Jesus que também tem árvores e
> animais... Ou Você pensa que está imune a ser transferido para o Fundão?
> 
> ----------------------------------------------------------------------------
> 
> Acabei de ler a mensagem do Maurício Lissovsky. Sobre o trem-bala:
> 
> 1o - ouvi dizer há 2 semanas em Volta Redonda que querem fazer uma 
> parada lá naquela cidade.
> 
> 2o - hoje à tarde, alguns empresários e executivos cariocas 
> comentaram que as resistências ao projeto são tantas que não vai ser 
> executado no prazo desejado.
> 
> 3o - do jeito que a gente conhece as pessoas por aqui, fico 
> imaginando que no trajeto de ida e volta, certamente vai aparecer 
> alguém dizendo para o maquinista: moço, dá para dar uma paradinha 
> ali depois da curva...
> 
> O trem bala já deixa entrever que será um imenso pau-de-arara high 
> tech...
> 
> Abraham Zakon


--
Open WebMail Project (http://openwebmail.org)




More information about the Forum-Prof mailing list